PARTE 10/2: A Nomeação pelo Papa e a Resposta Espiritual de Feliński
PARTE 2: A Nomeação pelo Papa e a Resposta Espiritual de Feliński
Deve-se acrescentar que dos próprios ambientes de Petersburgo chegaram ao Vaticano ótimas informações sobre Felinski, já famoso pregador e confessor, tido como "apóstolo dotado de humildade, ciência e cultura", "tutor dos pobres e dos órfãos", "eminente personagem", "digno sacerdote".
Estas numerosas informações positivas, unidas aos pareceres favoráveis sobre a pessoa do candidato, valorizados ainda pelo seu irmão Padre Julian Felinski, que naquele tempo residia em Roma, influenciaram seguramente sobre a decisão do Papa Pio IX, o qual, em 30 de dezembro de 1861, aceitou a proposta do Czar de nomear Felinski para a maior dignidade da hierarquia eclesiástica do reino de Polônia, isto é, Arcebispo Metropolitano de Varsóvia. Ao mesmo tempo, o santo Padre anunciou um Consistório Extraordinário no dia seis de janeiro de 1862, para o solene e oficial conferimento de tão importante nomeação.
O processo de informação sobre o candidato e a propagação dos documentos foi, para a Cúria Romana, algo de insólito, dada a brevidade de tempo.
Esta inesperada e rápida nomeação provocou um enorme interesse da parte da imprensa, pois a opinião pública, especialmente a polonesa, demonstrava grande curiosidade a respeito da pessoa do novo Metropolita. Tudo girava em torno de como iria se comportar com o governo e de que modo resolveria o problema das igrejas que haviam sido fechadas.
A Bula e o Pálio chegaram a Petersburgo aos 11 de janeiro de 1862, e a sagração episcopal foi fixada para o dia 26 de janeiro.
Antes da sagração, precisamente dia 25 de Janeiro de 1862, Felinski foi convocado para um colóquio com o Czar Alessandro II. A audiência durou uma hora e meia. O monarca o recebeu com honra e respeito e começou a falar-lhe em língua russa, mas a pedido do próprio Felinski, o colóquio prosseguiu em língua francesa. O Czar declarou de haver decidido o seguinte: "(...) colocar fim às relações hostis, despertadas entre a nação polonesa e a russa, por causa de fatos históricos; acolher, positivamente, todas as justas aspirações dos poloneses, permitindo a eles sua administração própria, e também desenvolver legalmente as instituições religiosas e nacionais (...)".
Naturalmente, Felinski, na sua retidão, não duvidou minimamente das palavras do monarca.
Com respeito às igrejas que haviam sido fechadas logo após a profanação provocada pelos soldados russos, Felinski prometeu ao monarca que, apenas chegando a Varsóvia, tentaria a reconciliação, e dado que o Czar sustentava que a profanação teria sido infundada, mas somente uma invenção dos revolucionários, ele responde que acertaria pessoalmente sobre a questão, a veracidade dos fatos.
Na conclusão do encontro, Alessandro II perguntou a Felinski o seguinte: "Que meios pensa usar para frear estes insensatos, que estão levando a nação ao precipício da revolução?"
Encontramos a resposta em suas "recordações": "Não possua outra arma a não ser aquela espiritual. A conscientização da Igreja e o espírito de persuasão: eis os únicos meios de que posso servir-me".
📖 Fonte: Trecho extraído da obra Biografia de São Zygmunt S. Feliński, de autoria de Danuta Fudali.
✍️ Pesquisa e Publicação: Ir. Isa Carolina Poplavski
🕊️ Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria
🤝 Associação São Zygmunt Feliński

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