8º Parte - O Caminho para uma Escolha de Vida: Felinski cresceu com três Mães: Ewa, Pátria e Igreja
8º Parte - O Caminho para uma Escolha de Vida:
Felinski cresceu com três Mães: Ewa, Pátria e Igreja
Aos fins de março de 1849, a mulher de Zenon Brzozowski, Elisa, transferiu-se para Paris, com a esperança de encontrar uma assistência médica válida e cuidados mais eficazes que pudessem resolver positivamente a doença de seu marido. Assim Zygmunt, depois de apenas seis meses, retornou à capital francesa.
Logo se dirigiu a seu amigo Slowacki, que o havia chamado. Ao aproximar-se de sua morte, desejou tê-lo perto, para ser seu sustento e conforto nas suas dores físicas e morais. Zygmunt percebe logo as desesperadoras condições de saúde de seu amigo e, com solicitude e afeto, se dispôs a aliviar-lhe os sofrimentos. Ofereceu-se, por fim, a transferir-se junto dele, para poder estar sempre ao seu lado. Slowacki, porém, rejeita tal proposta, porque não quer que o jovem se prejudique em seus empenhos assumidos.
A aproximação de Zygmunt trouxe ao doente serenidade, e também um certo alívio físico, tanto que Slowacki retomou o trabalho, que havia ficado incompleto pela sua impossibilidade de poder escrever, e ditou o conteúdo ao próprio Felix.
Aos 23 de abril de 1849, o doente, sentindo a aproximação da morte, pede a Zygmunt para chamar o Padre Tomasz Preniewicz, porque deseja receber os sacramentos. A Zygmunt confiou as suas obras de maior valor, para que as entregasse ao seu tio Teofil Januszewski, residente na Galícia. Pediu também que fossem destruídas todas as suas cartas.
Logo depois, Zygmunt foi chamado pelo seu tutor a Mônaco, para conduzir os filhos a Paris, junto à sua esposa. No seu retorno à capital francesa, retomou o trabalho de reorganização dos documentos do poeta falecido e se dedicou à instrução e à educação dos dois filhos de Brzozowski.
Nos dois últimos anos (1849–1850), Zygmunt mudou completamente seus planos sobre a vida futura. A convicção de que seria justo permanecer com a família Brzozowski foi substituída pelo desejo de fazer uma escolha que lhe permitisse uma mudança radical em sua vida.
Pensando seriamente sobre a possibilidade de servir a causa do povo de uma maneira mais eficaz, na atual situação política, Zygmunt chegou à certeza de que a solução melhor para resolver tão importante tarefa seria aquela de consagrar-se ao sacerdócio.
Portanto, para impelir o jovem na estrada de total abertura a Deus e de generoso serviço aos irmãos, contribuíram, em primeiro lugar, os tristes acontecimentos de sua pátria e depois, também, o surgir nele um profundo sentimento afetivo, desprovido de qualquer esperança. De fato, Zygmunt, vivendo com a família Brzozowski, inconscientemente apegou-se muito à esposa de seu tutor, e sendo um jovem de sãos princípios morais e profundamente cristão, compreendeu o quanto este sentimento estaria fora de lugar, como ele mesmo diz: “...sem futuro, fonte de um contínuo tormento”.
Mas foi justamente neste intenso trabalho interior que a mão providencial de Deus operou em Zygmunt, naquela maturidade interior, necessária para empreender um caminho de total consagração ao Senhor e de doação incondicional aos irmãos. Ele, iluminado pela graça, tomou consciência de quanto frágil é a natureza humana e limitada e fraca é a esfera dos afetos e dos ideais terrenos. As duras contrariedades e os sofrimentos servem para purificar-nos, pois não são permitidos para a nossa ruína, mas para a nossa salvação. De fato, estas provações libertam “o homem velho” de toda a atitude de autossuficiência, e o colocam na estrada que conduz à conquista da verdadeira humildade para ser, portanto, preparado à união com Deus e tornar-se, assim, instrumento dócil e sensível, nas suas mãos, para o bem de todos os homens.
Zygmunt entendeu, portanto, que Deus estava ao seu lado, que o chamava ao seu serviço no estado clerical. Parecia-lhe claro que, seguindo a vocação sacerdotal, teria podido ajudar o próximo e também à sua pátria, fundamentando o seu agir nos princípios da fraternidade cristã.
A partir deste momento, o amor à pátria uniu fortemente o
amor à Igreja. E, a este respeito, costumava-se dizer que ele havia crescido
com três mães: sua mãe natural, Ewa, a Pátria e a Santa Igreja.
Zygmunt, já convencido do caminho a tomar, informou Zenon a respeito de sua decisão, o qual, embora ficasse desgostoso, tomou consciência de que o jovem havia decidido seguir o chamado que sentia dentro de si.
No seminário, Zygmunt, refletindo diante de Deus sobre a sua vocação, com coração humilde e cheio de gratidão, compreendeu bem o admirável e sublime mistério da vocação sacerdotal:
“Aqui finalmente compreendi e acreditei, com toda a força da minha alma, que a vocação é uma graça de Deus, maior do que qualquer outra graça, isto é, o maior bem que possa existir no mundo. Não somos nós que escolhemos o Senhor, mas é ele que nos escolhe.”
A Vida Associativa: Princípios de Comunhão e Participação
Assim como a resposta vocacional de Zygmunt Feliński exigiu retidão moral, entrega e discernimento, a continuidade de seus ideais ganha vida no compromisso conjunto e organizado de seus membros na Associação.
As portas da nossa entidade estão abertas a todas as pessoas que não possuam impedimentos legais e desejem somar esforços a esta caminhada. Para ingressar, basta preencher a proposta de admissão por meio do cadastro específico e apresentá-la à instituição, devidamente chancelada pelas assinaturas do proponente e do Presidente. Do mesmo modo, caso algum membro decida desligar-se do quadro associativo, esse processo dá-se de forma serena e transparente, bastando uma solicitação por escrito endereçada à presidência, que levará o fato ao conhecimento de todos.
Para manter a ordem, a transparência e a fidelidade
histórica da obra, todos os ingressos e saídas de associados são cuidadosamente
registrados em livro próprio — que fica sob os cuidados do Secretário no
escritório da entidade — ou em planilhas eletrônicas durante as Assembleias
Gerais. Esses registros garantem a precisão necessária para a contagem de
quórum nas deliberações e nas atas de eleição da diretoria.
Fazer parte deste corpo vivo assegura a cada associado direitos essenciais: o acolhimento fraterno e o livre acesso à sede da entidade; a voz ativa para propor melhorias, levantar debates, votar e ser votado nas Assembleias Gerais; bem como a participação nas Reuniões Gerais da Diretoria, onde todos têm a oportunidade de expressar suas considerações e enriquecer os trabalhos da instituição.
Lições Práticas para a Vida
“Toda a vocação é uma graça especial que vem de Deus. Ser associado é uma bênção viva que oportuniza ações de valores perenes.
O lema de São Zygmunt Feliński era: 'A humildade é o caminho
para conquistar corações'. Os sócios e os membros da Associação seguirão esse
lema e toda a obra Felinski viverá em harmonia e prosperidade.”





Comentários
Postar um comentário