7ª Parte: "Ser polonês na terra significa viver de um modo digno e celestial."
7ª Parte: "Ser polonês na terra significa viver de um modo digno e celestial."
Existem frases que atravessam gerações e tocam o mais profundo da nossa alma. Ao refletirmos sobre a nossa identidade e os laços que nos unem, compreendemos que viver a nossa cultura vai muito além de honrar uma origem geográfica: trata-se de adotar uma postura de dignidade, respeito e elevação espiritual no nosso cotidiano.A nossa correspondência e o contato constante com a nossa história nos permitem enxergar as profundas mudanças interiores que moldam o nosso caráter. Quando nossos pensamentos e conversas se tornam mais maduros e sérios, passamos a enfrentar com maior resiliência as incertezas do futuro e as dificuldades econômicas ou familiares. É no amor à nossa herança cultural e espiritual que encontramos as respostas para superar os momentos de fragilidade, transformando os desafios em um desejo ardente de fazer o bem e construir um ambiente acolhedor ao nosso redor.
Para que esses valores continuem vivos e gerem frutos práticos, nossa comunidade se organiza através de uma associação sólida e participativa, firmada no compromisso ético e no respeito mútuo. Nós nos abstemos completamente de discussões político-partidárias, propagandas ideológicas ou divisões raciais, concentrando nossos esforços unicamente naquilo que nos une: a fé, a cultura e a fraternidade.
Nossa caminhada é enriquecida pela união de diferentes forças da sociedade, integrando tanto membros fundadores — representantes de entidades municipais, grupos folclóricos, igrejas, setores do comércio, da educação, da assistência social e da saúde — quanto sócios colaboradores. Juntos, indivíduos e instituições assumem a bela responsabilidade de sugerir melhorias, supervisionar as atividades e impulsionar o fortalecimento cultural e social de toda a nossa região, mantendo acesa a chama da cooperação.
O Contexto Histórico e Biográfico
A sua correspondência com os familiares nos permite compreender que no jovem estava acontecendo uma profunda mudança interior. Os seus pensamentos e suas conversas eram mais maduros e mais sérios, talvez porque perturbavam-no a incerteza do futuro e os problemas econômicos de sua família, a preocupação pela mãe, debilitada por tantos sofrimentos, e também o tormento pela sua pátria, com a vontade de ajudar a torná-la livre e independente.
Frequentemente referia-se a Deus, exaltava a sua bondade, a sua santa Providência. Sem dúvida, essa sua atitude era mesmo sinal evidente de uma íntima união com Deus e de um grande interesse por tudo aquilo que a Ele se referia. Esta sua maturidade espiritual evidenciava-se também nos conselhos que dava aos seus amigos, com relação ao modo de agir, para conseguir um melhoramento sobre eles mesmos. Eis as suas palavras: “Continuamente devemos tentar progredir, ainda que lentamente, no bem, procurando evitar retroceder. A primeira condição para obter um progresso é aquela de formar em nós uma vontade forte. Os melhores princípios não influirão nada sobre o homem, se ele não souber dominar-se, porque não conseguirá inseri-los na sua vida e, portanto, suas palavras e seus pensamentos não serão coerentes com o seu comportamento.”.
Zygmunt interessava-se também por tudo quanto se referia à instrução dos irmãos menores. Dava muitos conselhos a seus irmãos, sugerindo a eles quais livros, segundo o seu critério, seriam os mais adaptados para conseguir uma boa formação educativa e cultural.
Além disso, ele uniu, ainda mais fortemente, o amor pela pátria e o amor a Deus. Recebendo a influência das obras de um insigne escritor, Zygmunt escolheu como sua máxima de vida, esta frase: “Ser polonês na terra significa viver de um modo digno e celestial.”
Finalmente, pela metade de 1847, tendo recebido de Petersburgo o passaporte, e graças à ajuda econômica de seu tutor, pôde realizar a sua longa e interessante viagem para Paris, onde alugou um apartamento e começou seus estudos no Colégio da França e em Sorbona.
Infelizmente, pela sua inadequada preparação, ele não pôde se inscrever em nenhuma faculdade. Todavia, Zygmunt não desistiu, uma vez que na Universidade de Paris era permitido seguir as lições, não só aos estudantes ordinários, mas também aos ouvintes. Escolheu então as matérias mais úteis para ele e começou a frequentar os diversos cursos, com grande interesse e assiduidade, dado que eram administrados pelos mais famosos professores de Sorbona e do Colégio da França. Acompanhou com entusiasmo os cursos de Sociologia, de História, de Química, de Física e Matemática, de Filosofia e outros, dedicando-se aos vários programas com a máxima diligência e seriedade.
Paris, naquela época, era um centro onde se reuniam personagens ilustres e também seus compatriotas, forçados a deixar o seu país. Entrou logo em contato com os mais importantes representantes da emigração polonesa e também com aqueles da emigração juvenil, que tinha sua sede junto ao Hotel Lambert e constituíam “a Grande Emigração”.
Um encontro muito importante foi aquele que Zygmunt teve com o famoso poeta, considerado importante poeta nacional. O que uniu estas duas pessoas foram a afinidade de caráter, a grande honestidade, a predileção pela arte poética, o ardente amor para com a pátria e a profunda religiosidade, ainda que para este último fosse baseada mais num fervor místico, um pouco acentuado, de que sobre o ensinamento oficial da Igreja.
A sua correspondência com os familiares nos permite compreender que no jovem estava acontecendo uma profunda mudança interior. Os seus pensamentos e suas conversas eram mais maduros e mais sérios, talvez porque perturbavam-no a incerteza do futuro e os problemas econômicos de sua família, a preocupação pela mãe, debilitada por tantos sofrimentos, e também o tormento pela sua pátria, com a vontade de ajudar a torná-la livre e independente.
Frequentemente referia-se a Deus, exaltava a sua bondade, a sua santa Providência. Sem dúvida, essa sua atitude era mesmo sinal evidente de uma íntima união com Deus e de um grande interesse por tudo aquilo que a Ele se referia. Esta sua maturidade espiritual evidenciava-se também nos conselhos que dava aos seus amigos, com relação ao modo de agir, para conseguir um melhoramento sobre eles mesmos. Eis as suas palavras: “Continuamente devemos tentar progredir, ainda que lentamente, no bem, procurando evitar retroceder. A primeira condição para obter um progresso é aquela de formar em nós uma vontade forte. Os melhores princípios não influirão nada sobre o homem, se ele não souber dominar-se, porque não conseguirá inseri-los na sua vida e, portanto, suas palavras e seus pensamentos não serão coerentes com o seu comportamento.”.
Além disso, ele uniu, ainda mais fortemente, o amor pela pátria e o amor a Deus. Recebendo a influência das obras de um insigne escritor, Zygmunt escolheu como sua máxima de vida, esta frase: “Ser polonês na terra significa viver de um modo digno e celestial.”
Finalmente, pela metade de 1847, tendo recebido de Petersburgo o passaporte, e graças à ajuda econômica de seu tutor, pôde realizar a sua longa e interessante viagem para Paris, onde alugou um apartamento e começou seus estudos no Colégio da França e em Sorbona.
Infelizmente, pela sua inadequada preparação, ele não pôde se inscrever em nenhuma faculdade. Todavia, Zygmunt não desistiu, uma vez que na Universidade de Paris era permitido seguir as lições, não só aos estudantes ordinários, mas também aos ouvintes. Escolheu então as matérias mais úteis para ele e começou a frequentar os diversos cursos, com grande interesse e assiduidade, dado que eram administrados pelos mais famosos professores de Sorbona e do Colégio da França. Acompanhou com entusiasmo os cursos de Sociologia, de História, de Química, de Física e Matemática, de Filosofia e outros, dedicando-se aos vários programas com a máxima diligência e seriedade.
Paris, naquela época, era um centro onde se reuniam personagens ilustres e também seus compatriotas, forçados a deixar o seu país. Entrou logo em contato com os mais importantes representantes da emigração polonesa e também com aqueles da emigração juvenil, que tinha sua sede junto ao Hotel Lambert e constituíam “a Grande Emigração”.
Um encontro muito importante foi aquele que Zygmunt teve com o famoso poeta, considerado importante poeta nacional. O que uniu estas duas pessoas foram a afinidade de caráter, a grande honestidade, a predileção pela arte poética, o ardente amor para com a pátria e a profunda religiosidade, ainda que para este último fosse baseada mais num fervor místico, um pouco acentuado, de que sobre o ensinamento oficial da Igreja.
Neste período, em Paris, Zygmunt adquiriu maior maturidade interior e, com o trabalho sobre si mesmo e a prática do exame de consciência, ensinados desde cedo pela mãe, procurou combater seus defeitos e crescer na virtude, encorajando os outros a fazerem o mesmo. Não faltaram as preocupações. Além das costumeiras, acrescenta-se uma particular trepidação, devido à epidemia de cólera, desencadeada justamente na localidade onde residia sua família.
Dedicou-se com toda alma à causa, e quando despontou a “Primavera dos Povos” na Europa (1848), difundindo a esperança da independência na Áustria, na Hungria, na Alemanha, na Itália e também na Polônia, ele interrompeu seus estudos e, junto com seus amigos, partiu, no início do mês de Abril, para Poznan (cidade situada na parte da Polônia sob domínio prussiano), com a finalidade de combater pela sua pátria, participando ativamente da última fase da insurreição, nas fileiras dos partidários.
Infelizmente, a revolta só causou perdas de vidas humanas e muitas desgraças ao povo, que não estava ainda pronto para enfrentar um inimigo tão mais forte que ele. Retornando a Paris, ficou privado de qualquer meio de subsistência e inutilmente procurou um trabalho. Além disso, o governo prussiano o havia expulsado definitivamente do próprio território, sob a ameaça de prisão. Assim, se desfez até do passaporte, tendo-o emprestado a um compatriota que queria fixar-se na Polônia.
Enfim, Zygmunt vendeu as poucas coisas que possuía e que tinham um certo valor para sobreviver, e iniciou novamente a frequência às aulas. Depois de pouco tempo, recebeu uma ajuda de seu amigo e, mais tarde, de seu tutor, de tal maneira que sua situação econômica melhorou.
Quando as coisas estavam se ajeitando, chegou-lhe o pedido do seu tutor para interromper os estudos, a fim de transferir-se para Ischl, no Tirol, onde residia sua esposa e os seus filhos, e iniciar o trabalho de instrutor com os dois meninos maiores. Zygmunt atendeu logo o pedido, ainda que com certo pesar, pois era obrigado a deixar o seu amigo poeta, gravemente enfermo. Portanto, no verão de 1848, deixou Paris e juntou-se à família Brzozowski, que logo depois deslocou-se para Mônaco. Zygmunt dedicou-se à educação dos jovens.
Irmã Isa Carolina Poplavski
Congregação das Irmãs Franciscanas da Sagrada Família de Maria

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