Jovens de Áurea na Semana Educativa na Polônia, em 2017
Jovens de Áurea na Semana Educativa na Polônia, em 2017
Por Irmã Isa Carolina Popoaski
Em meados de 2017, um grupo de jovens aureenses embarcou em uma jornada inesquecível rumo à terra de seus antepassados: a Polônia. Integrando as ações do projeto Estada Educativa para Crianças e Adolescentes, os jovens Eduardo Vitali Omizzolo, Kalinka Kendra Mayeski, Henrique João Graboski Dysarz, Erick Ademirrson Wilk e Nicole Stéfani Wilk representaram Áurea com entusiasmo e orgulho, levando consigo não apenas malas, mas também sonhos, expectativas e o desejo de conhecer mais profundamente a cultura e a história que ajudaram a formar a identidade de nossa comunidade.
A viagem foi acompanhada pelas dedicadas monitoras e professoras Eulália Leocádia Badalotti e Vanda Hamerski, além do então vice-presidente do Convívio de Convivência Brasileiro Polonês (Braspol) do Rio Grande do Sul, André Hamerski. Eulália, além de professora, sempre foi uma presença marcante em nossa comunidade: catequista, liderança ativa na paróquia e colaboradora em diversas iniciativas culturais e religiosas. Sua participação nesta missão educativa foi mais um exemplo de seu comprometimento com a formação humana e cultural das novas gerações.
Em Áurea, as oficinas de língua e cultura polonesa, conduzidas pelo professor Artêmio Adão Modtkowski, foram fundamentais para essa conquista. Mais do que aulas, eram verdadeiros encontros de resgate e preservação da identidade, despertando nos jovens o interesse por suas raízes e preparando-os para essa imersão cultural. Participar dessas oficinas era um pré-requisito para ser selecionado para a estada na Polônia — um incentivo que unia conhecimento, dedicação e pertencimento.
Relembrar essa viagem é reviver um momento especial da nossa história recente. Há quase oito anos, esses jovens se lançaram ao desconhecido com coragem e curiosidade, representando nossa cidade em terras distantes, mas familiares pelo coração. Naquele tempo, as facilidades tecnológicas e logísticas não eram as mesmas de hoje, e embarcar para a Polônia exigia não apenas organização, mas também espírito desbravador.
Mais do que uma simples viagem, foi uma oportunidade única de fortalecer laços culturais, descobrir as origens familiares e valorizar a herança deixada pelos imigrantes poloneses que construíram Áurea, a Capital Polonesa dos Brasileiros. Experiências como essa acendem uma chama que não se apaga: a da memória, da gratidão e da identidade.
Hoje, ao olharmos para trás, vemos com carinho o quanto essa iniciativa marcou a vida dos participantes e inspirou outras gerações. Que essa história siga sendo contada e celebrada, lembrando-nos sempre de que conhecer nossas raízes é compreender melhor quem somos — e abrir caminhos para o futuro com ainda mais orgulho e consciência.



Comentários
Postar um comentário