Mais uma vez, o cemitério de Áurea/RS é alvo de vandalismo e profanação.
MAIS UMA VEZ, O CEMITÉRIO DE ÁUREA-RS É ALVO DE VANDALISMO E PROFANAÇÃO
Com pesar, a comunidade de Áurea lamenta profundamente mais um episódio de vandalismo em seu cemitério. Os fiéis paroquianos choram diante das ocorrências que ferem não apenas a estrutura física do campo santo, mas também o coração espiritual e histórico da cidade.
A Comissão Paroquial, juntamente com lideranças civis e religiosas, tem se reunido e refletido com sabedoria e prudência na busca por soluções frente a essa situação criminosa que se repete neste espaço sagrado.
A indignação por parte da comunidade é crescente:
O crime já foi denunciado às autoridades competentes;
A população está revoltada com os atos violentos de destruição e roubo;
A memória cultural e histórica dos nossos antepassados – especialmente dos imigrantes poloneses e outras etnias – está sendo, pouco a pouco, apagada;
A invasão de um espaço que representa respeito, fé e tradição provoca dor nas famílias e um vazio para as futuras gerações;
O desrespeito constante tem gerado uma onda de preocupação e tristeza na comunidade.
Tudo começa pelo respeito. E onde ele é perdido, surgem atos lamentáveis, cruéis, desumanos. O mal se manifesta quando as pessoas se deixam guiar pela raiva, pelo ódio e pelo desprezo ao sagrado.
Não se trata de pequenos furtos por necessidade. O que se vê são ações sistemáticas de destruição com a clara intenção de profanar o que é divino e eterno. A cruz, as imagens dos santos, os jazigos, as lembranças dos nossos heróis de fé – tudo parece ser alvo dessa fúria sem sentido. O mal encontra prazer em apagar a história dos que, com suor, sacrifício e fidelidade, ergueram com dignidade este lugar.
Infelizmente, os autores desses atos demonstram não ter respeito nem por si mesmos, tampouco pelas criaturas de Deus.
É notório que, muitas vezes, tais devastações são precedidas por práticas esotéricas, como rituais de feitiçaria e outras formas de profanação. Sempre há aqueles que, voluntária ou involuntariamente, abrem espaço para o avanço da maldade e da ignorância. Vivemos tempos difíceis, onde muitos se afastam da fé e são seduzidos por ideologias estranhas à verdade divina, mergulhando num estilo de vida hedonista e consumista.
Lamentamos profundamente que, mesmo em pleno século XXI – com tantos avanços científicos e tecnológicos que deveriam nos ajudar a compreender melhor os mistérios da fé, da dignidade humana e da história –, ainda existam pessoas que rejeitam o sagrado e buscam felicidade fora da lei do Criador.
Lembremo-nos do exemplo de nossos antepassados:
Quando passavam diante de um cemitério, tiravam o chapéu, faziam o Sinal da Cruz, rezavam: “Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno…”
Mesmo em túmulos abandonados, colocavam flores, respeitavam o silêncio, nunca pisavam sobre sepulturas e ajoelhavam-se na cruz central para rezar o terço. Esse respeito moldou a cultura de nossa comunidade.
Irmã Isa Carolina Poplawski













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